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Versão Completa: problemas com o compiz e o beryl
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Psycopata
Gente, vcs têm problemas com o compiz e o beryl rodando no ubuntu 7.04?

Puta que pariu. Eu uso o compiz. Daí, sempre que muda alguma coisa, ele perde as bordas. Hoje, eu resolvi instalar o emerald nele. Pelos tutoriais da net, o emerald é instalado no compiz sem o maldito do beryl, só que o ubuntu insiste em instalar o beryl. Ok, vamos lá., Só que quando eu instalei o emerald, as bordas sumiram!!!

Beleza, tirei o emerald, continuou sem bordas.

Apaguei e reinstalei o compiz: sem bordas

tirei o compiz e coloquei o beryl + emerald: sem bordas

Mas que porra é essa.

Desligo o computador, reinstalo o compiz e... sem bordas



Tipo, a muito tempo eu quero instalar o emerald, só que não quero instalar o beryl pq o beryl já é coisa velha. Mas não consigo.

Já até me contento ficar com o compiz + themas metacity, mas porra, o compiz não esta funcionando.

eu removo completamente e instalo completamente e a merda não funciona.

Sim, eu tento executar na mão o comando compiz --replace &
Não, o arquivo xorg.conf naõ foi modificado. Está exatamente como estava antes, quando o compiz funcionava.

E pior, é que está dando erro que ele não acha o diretório do thema default do ubuntu, sendo que não uso esse diretório.
Outro erro que ele aponta é que as imagens não cabem nas bordas.

Olha, até 2 horas atras, eu usava o compiz sem problema algum. Até começar a quere instalar o emerald.

Depois, com o mesmo arquivo xorg.conf, com o mesmo thema leopard, A PORRA NÃO FUNCIONA!

Que merda, aonde é que está o problema?

É por essas merdas que a gelera desiste do linux. Era só eu mandar o synaptic instalar e droga desse programinha vagabundo e ele funcionar. Mas não, são 4 da manhã, estou desde as 1:30 e essa merda insiste em não funcionar.
Ácido
Sua placa de vídeo é NVIDIA?
Psycopata
Sim, a minha placa é nVidia. Mas não é problema com a placa. Pode descartar.

Eu mudei a fonte dos arquivos do servidor do Brasil para o servidor do ubuntu e funcionou.


Eu falo que não é problema com a placa porque eu usei o compiz por meses até tentar colocar o emerald. Daí que deu problema.


Então, o que que a gente pode descartar:

- problemas com o drive: estou usando o drive fornecido pela nVidia!
- problemas com a placa: todos os efeitos de glx funcionam perfeitamente
- entradas erradas no xorg.conf: se funcionava antes, tem que funcionar agora

O problema é no compiz mesmo!

Andei lendo por ai e vi que muita gente tem o mesmo problema. E ai está a prova que não é nem problema da placa e nem problema do drive. O bug no meu compiz acontece com gente que usa ATI, intel e outras.

O compiz é que ainda não está maduro. Ou não está bom.

Eu quero instalar os plugins do compiz, mas no repositório oficial do ubuntu não tem. Ou seja, infelizmente não tem a versão para ubuntu, só as do site do compiz.org.


Esse negócio de usar o drive original ou o hackeado para ser open é interessante. Outro dia eu li uma coisa que me deixou perplexo pela tamanha estupidez do autor. Ele falou que o drive nv é bem melhor que o nVidiia (proprietário) mesmo que o nv não superte as acelerações por hardware. Eu fiquei me perguntando, se o cara está feliz usando o nv porque que ele gastou dinheiro comprando uma placa poderosa? Poderia ficar com a placa onboard mesmo. Cara, esses xiitras do open source escrevem cada coisa.


bom, se o software livre tem como bandeira eu ter a liberdade de escolha, eu escolho usar drives proprietários se esses me garantir um melhor desempenho do hardware (visto que o é direito do fabricante não expor a sua tecnologia). É o meu direito de escolha. Stellmans e xiitas não podem me tirar esse direito.
Clap
Essa neura de software livre é a maior idiotice do mundo
Até compreendo nego não querer por software pirata no PC e gostar de respeitar as leis de direito autoral e tal mas pra mim não faz sentido alguém instalar um driver pior que o outro mesmo os dois sendo de graça pelo simples fato de não ter o código aberto. Como se esses caras tivessem a necessidade de modificar e fuçar TUDO que eles usam. Alguém tinha que ir na casa do Stallman e pegar a geladeira, o fogão, o aparelho de som, os azuleijos do banheiro, os panos de prato e TUDO mais que não vem com um livrinho escrito como tudo foi feito e um manual de modificação. Pura hipocrisia isso, até parece uma pessoa normal precisa modificar o driver da placa de vídeo, coisa de imbecil. Eu adoro o Linux e software livre, mas o fanatismo stallmanista é tão imbecil quanto qualquer outro fanatismo. O site dele deveria chamar-se "I use free software but my mind closed.org".
Tristan.Gostosão
QUOTE(Clap @ Dec 30 2007, 12:32 AM) *
Essa neura de software livre é a maior idiotice do mundo
Até compreendo nego não querer por software pirata no PC e gostar de respeitar as leis de direito autoral e tal mas pra mim não faz sentido alguém instalar um driver pior que o outro mesmo os dois sendo de graça pelo simples fato de não ter o código aberto. Como se esses caras tivessem a necessidade de modificar e fuçar TUDO que eles usam. Alguém tinha que ir na casa do Stallman e pegar a geladeira, o fogão, o aparelho de som, os azuleijos do banheiro, os panos de prato e TUDO mais que não vem com um livrinho escrito como tudo foi feito e um manual de modificação. Pura hipocrisia isso, até parece uma pessoa normal precisa modificar o driver da placa de vídeo, coisa de imbecil. Eu adoro o Linux e software livre, mas o fanatismo stallmanista é tão imbecil quanto qualquer outro fanatismo. O site dele deveria chamar-se "I use free software but my mind closed.org".

Isso aí que você tá falando é pensar apenas no próprio umbigo. É claro que você não vai saber e entender todas as areas e todos os softwares no mundo. Isso é impossível. Mas você quer que as coisas que você se interessa tenham código aberto, assim como você quer que as coisas que você não mexe também seja código aberto, de forma que quem mexe nessas coisas possa fazê-lo.

Uma pessoa pode não modificar uma linha de código e ainda sim apoiar o software livre. A idéia não é garantir apenas sua liberdade, mas a de todos. É também questão de confiança, eu confio muito mais em um código livre do que em código fechado. Afinal, o número de pessoas que puderam ter contato com aquele código é muito maior. Você querer usar software aberto é querer ter liberdade, se eu sentir a necessidade eu sei que posso pagar para outras pessoas colocar novas funcionalidades naquele software ou eu mesmo posso modificar. Eu não gosto de abrir mão dessa liberdade, ainda mais com relação a drivers. Eu não quero que a fabricante decida quando vai parar de suportar minha placa de video e eu vou ser obrigado a comprar novo hardware porque a fabricante não da mais suporte no driver antigo. Isso é ridículo, eu comprei o hardware eu quero usar até quando eu achar que ele não é capaz mais de fazer as coisas que eu quero. Não é a fabricante que me diz quando eu posso usá-lo ou não.

Na verdade, com relação a hardware, eu sinto que é imprencidivel que o fabricante disponibilize instruções de uso do hardware. É ridículo que eu receba um hardware que eu só posso usar em um determinado sistema operacional, sendo vedado a mim fazer o uso do hardware onde bem entender. Acho que deveria ser direito do consumidor receber, junto de seu hardware, as instruções para utilizá-lo junto com o resto do seu hardware. E o pessoal do OpenBSD luta para conseguir isso.

Eu acho que quem esta sendo imbecil e de mente fechada é você. O stallman e o software livre se aplica muito bem a software, a outras áreas de atuação humana é necessário estudo para saber o que faz sentido e o que não faz. Um eletricista, um empreteiro e um mecânico poderiam propor ideias para tornar a distribuição dos materiais que usam mais proveitosa para o consumidor e para comunidade ciêntifica em geral. O stallman, como programador, propôs o que acha melhor para distribuição e desenvolvimento de software. Acho que o que seria hipocrita é que ele utilizasse software proprietário.
Ácido
Psyco, não estou falando sobre problemas em sua placa de vídeo. Quem usa placa NVIDIA tem que adicionar umas firulas no xorg.conf

Em "Module" acrescente as linhas:

Load "dri"
Load "dbe"
Load "glx"

Em "Device" acrescente as linhas:

Option "XAANoOffscreenPixmaps"
Option "AddARGBGLXVisuals" "True"

Vá até o final do arquivo e acrescente:

Section "DRI"
Mode 0666
EndSection

Section "Extensions"
Option "Composite" "Enable"
EndSection
Conqueror
QUOTE(Psycopata @ Dec 28 2007, 03:57 AM) *
É por essas merdas que a gelera desiste do linux. Era só eu mandar o synaptic instalar e droga desse programinha vagabundo e ele funcionar. Mas não, são 4 da manhã, estou desde as 1:30 e essa merda insiste em não funcionar.

Se você sabe que o problema é no Compiz, por que insiste em falar essas ladainhas de "por isso que o povo desiste do Linux"? Compiz é um software em desenvolvimento e bem instável, você sabe disso. Ou você acha que todo mundo gosta de usar o método padrão de conserto do Windows: "Deu pau? Format C: e reinstala tudo". Se nada der certo, tenta esse método também tongue.gif. Até parece que não existem programas que fodem o Windows todo e obrigam a reinstalar tudo de novo. E olha que há até drivers que fazem isso.

Você já tentou desinstalar completamente (inclusive diretórios dos programas no seu diretório home) o Emerald e o Compiz para reinstalar de novo apenas o Compiz? Também há uma opção no Emerald de escolher um gerenciador de janelas, já testou todas as opções?
Psycopata
QUOTE(Psycopata @ Dec 29 2007, 03:01 PM) *
Eu mudei a fonte dos arquivos do servidor do Brasil para o servidor do ubuntu e funcionou.



Acido, essas entradas no xorg já tinham sido colocadas a muito tempo. como eu disse, eu usava o compiz a um tempão antes dele dar pau. O xorg.conf meu está certo. Tão está certo que quando eu mudei o reposítório e baixei de novo funcionou.


Conqueror, independente que, de vez enquanto vc é obrigado a dar um format C: no windows, qualquer coisa que vc baixa lá funciona.
Cara, no windows nem java precisa mexer em configurações. Outro dia eu instalei o MSDN+Visual Studio 2008 + Directx 9 SDK + GDN Game creator + XNA (para vcs verem, ferramentas pessadas de desenvolvimento) e não precisei mexer em uma linha de configuração.

É nisso que eu me refiro quando digo "é por causas dessas merdas que neguim desiste do linux".



Tristan, o que vc propõe é lindo. Mas não é o que vai de acordo com o que todos pensam. É o seguinte, eu concordo que o o fabricante deveria publicar as especificações do seu hardware, porém, se ele não o fizer, vc tem duas opções:
1) não compra o hardware
2) usa o software proprietário.

Um exemplo, eu gosto das sound blaster. Mas as sound blaster só funciona em sua plenitude no windows, pq a Creative desenvolveu softwares para isso. E esses softwares são só para windows. No mundo linux, tem o ALSA. Para se ter idéia, no site da creative eles apontam para o ALSA. Eles nem se importam em fazer nada no linux pq existe o Alsa. Mas o som da creative é muito bom. Agora, eu vou ficar sem a qualidade da Creative pq ela não desenvolve para linux? eu não. Minhas músicas, meus filmes, eu vejo tudo isso no windows.
É muito bom ter acesso aos códigos. Mas não para mim e nem para muita, muita gente. Para mim e para muita, muita gente, o que interessa é fazer o download, instalar e usar. Sem preocupara se é livre ou não, se tem que fazer configurações ou não.

A filosfia de Stelmann é interessante. O problema está como Stelmann executa as coisas. Ele é extremamente radical. E apartir do momento que se tem radicalismo, a gente sempre sai perdendo. Acho que sim, ele deve acegurar que contratos como o da MS e Novel não venha prejudicar o software livre. Mas ele não pode impedir que o software proprietário co-exista com o software livre.

Vou dar um exemplo, eu estou fazendo um projeto bem interessante. Eu sei que é economicamente viável. Se tiver que abrir o fonte para se utilizado no linux, tudo bem. O sotware rodará em servidores, em windows em Mac mas o linux vai ficar sem. É simples assim. eu estou criando a tecnologia, e eu abro se eu quiser. É dessa forma que os desenvolvedores pensam. Por isso que deve ter uma co-exixtencia. Enquanto eu não puder que eu garato os meus lucros mesmo com a tecnologia exposta, ela nunca vai ser aberta. Isso não é caridade, é negócio. Se stelmann não entede isso, é ruim para o linux.
Tristan.Gostosão
QUOTE(Psycopata @ Jan 1 2008, 01:13 PM) *
Tristan, o que vc propõe é lindo. Mas não é o que vai de acordo com o que todos pensam. É o seguinte, eu concordo que o o fabricante deveria publicar as especificações do seu hardware, porém, se ele não o fizer, vc tem duas opções:
1) não compra o hardware
2) usa o software proprietário.

Eu escolho a primeira opção. Você desiste quando as outras pessoas não concordam com você? Eu não desisto, o stallman também não. Usar software proprietario pode ser conveniente, mas não é certo, então pra que fazê-lo?

QUOTE
Um exemplo, eu gosto das sound blaster. Mas as sound blaster só funciona em sua plenitude no windows, pq a Creative desenvolveu softwares para isso. E esses softwares são só para windows. No mundo linux, tem o ALSA. Para se ter idéia, no site da creative eles apontam para o ALSA. Eles nem se importam em fazer nada no linux pq existe o Alsa. Mas o som da creative é muito bom. Agora, eu vou ficar sem a qualidade da Creative pq ela não desenvolve para linux? eu não. Minhas músicas, meus filmes, eu vejo tudo isso no windows.

Você acha que existiria soundblaster para linux sem o alsa? Será que o hardware da creative é bem documentado ou será que o que existe pra linux foi feito na base da engenharia reversa?

Bom, minha visão, como um desenvolvedor, é um pouco diferente da sua. Eu adoraria trombar com hardware bem especificado que não tem suporte completo para linux, eu poderia me divertir criando suporte para ele. Mas enfim, esse motivo aí dificilmente me faria usar um sistema inteiro proprietário. Vez ou outra eu até uso um ou outro software proprietário, como o jvm que eu tenho usado para rodar o azureus. Mas isso aí nunca seria justificativa para usar um sistema inteiro que não gosto. Prefiro averiguar o motivo pelo qual essa placa não é totalmente suportada no linux e ajudar no que for possível.

QUOTE
É muito bom ter acesso aos códigos. Mas não para mim e nem para muita, muita gente. Para mim e para muita, muita gente, o que interessa é fazer o download, instalar e usar. Sem preocupara se é livre ou não, se tem que fazer configurações ou não.

É cara, a maior parte das pessoas passam pela vida assim mesmo, sem ter cuidado, sem pensar nas ações que estão fazendo. Eu não sou assim, eu sempre penso nas consequências das minhas ações e porque devo tomá-las ou não. E isso não é só na computação, em todo lugar eu busco tomar a decisão que julgo melhor para mim e para a sociedade, no caso de programas de computador a melhor decisão é usar software livre. Portanto o faço.

QUOTE
A filosfia de Stelmann é interessante. O problema está como Stelmann executa as coisas. Ele é extremamente radical. E apartir do momento que se tem radicalismo, a gente sempre sai perdendo. Acho que sim, ele deve acegurar que contratos como o da MS e Novel não venha prejudicar o software livre. Mas ele não pode impedir que o software proprietário co-exista com o software livre.

Stallman, assegurar.

Por que você o acha radical? Eu não acho que ele seja radical.

QUOTE
Vou dar um exemplo, eu estou fazendo um projeto bem interessante. Eu sei que é economicamente viável. Se tiver que abrir o fonte para se utilizado no linux, tudo bem. O sotware rodará em servidores, em windows em Mac mas o linux vai ficar sem. É simples assim. eu estou criando a tecnologia, e eu abro se eu quiser. É dessa forma que os desenvolvedores pensam. Por isso que deve ter uma co-exixtencia. Enquanto eu não puder que eu garato os meus lucros mesmo com a tecnologia exposta, ela nunca vai ser aberta. Isso não é caridade, é negócio. Se stelmann não entede isso, é ruim para o linux.

Você tem que, primeiro, notar a diferença entre Stallman e linux. Note que o Linus e os desenvolvedores do linux tem uma visão diferente do Stallman. Enquanto o linux está feliz em aceitar blobs, NDAs e manter a licença GPLv2, o Stallman não está feliz com nada disso. Não é coincidencia que a distribuição linux que o Stallman recomenda é tal que os blobs do kernel foram retirados. Enfim, o que isso significa é que o linux não se incomoda muito com algum software proprietário fazendo parte do sistema, bem diferente do Stallman.

Se você está desenvolvendo um software, você realmente abre o código só se quiser, é um direito seu. Também é um direito meu não querer usar seu software caso você faça isso. O Stallman acha -- e eu também -- que software proprietário não é bom para a sociedade, então não importa quão bom ele seja para uma determinada empresa, somos contra ele. Afinal, a sociedade é muito mais valiosa que uma empresa.

A propósito, o pessoal as vezes confunde é software livre com software de graça. Para nós, falantes do português, isso não deveria trazer confusão, mas mesmo assim muita gente confunde. Espero que você entenda a diferença e entenda que é perfeitamente correto -- e desejável -- vender software livre.
Psycopata
QUOTE(Tristan.Gostosão @ Jan 1 2008, 08:28 PM) *
Eu escolho a primeira opção. Você desiste quando as outras pessoas não concordam com você?

Não. Eu não desisto. O que eu quero é um sistema multimídia em sua plenitudo. O que preencher esse pré-requisito, eu fico.

Quer outro exemplo. Voltei a desenvolver jogos. Adivinhe para que plataforma.
Uma dica, não é linux. Linux não têm o que o window tem. Eu nunca tive a insanidade de desenvolver jogos para linux.
Mexer com openGl no linux é bem legal, uma vez que roda bem mais rápido no linux, mas só tem isso.
Não, eu sabia que vc ia errar. Também não estou desenvolvendo para windows não. Ah ha, te peguei. Bom, o meu pré-requisito é: ótimas ferramentas para desenvolver para videogame. Irei usar o sistema que me atender.
Estou desenvolvendo, no windows, jogos para XBOX360! EHEHEHEHE O windows me preenche esse pré-reuisito.

Questão de multimídia. Até a imagem gerada pelos codecs no linux é um pouquinho inferior às geradas no windows. Nesse caso, o meu pré-requisito é: um sistema que me dê condições plenas para me divertir com multimídia. Qual é a resposta? Windows, claro.

Agora, eu quero entrar na minha conta bancária, eu quero navegar na internet, eu quero desenvolver para web, criar um servidor de banco de dados, eu quero escrever meus artigos para pós, enfim eu quero trabalhar. Nesse caso, o pré-requisito é: segurança, estabilidade e velocidade. Qual sistema vc acha que vou usar? O linux, claro.


Então, eu não desisto quando os outros vão contra o que eu penso. Eu simplesmente pego a melhor solução para o meu problema e a uso. Não tô nem ai se é proprietário ou livre, eu quero é que me atenda. Tipo, eu não desenvolvo o linux e nem o windows; eu não ganho dinheiro com a evolução do linux ou do windows; eu não sou afetado se uma empresa quer ou não quer abrir o código. Essa é uma batalha que eu acompanho, mas não participo. Eu pergunto ao "mercado": quem me atende nisso? E o mercado responde se é o linux ou o window. Daí eu uso aquele que me antede.

Isso não é desistir! Isso é ser flexivel. Um cabeça-dura do mundo linux comparia uma placa inferior pq a melhor dão dá suporte ao linux, um cabeça-dura do windows usaria um servidor pior só pq ele não é microsoft. Eu não. Se multimídia funciona no windows, eu vou para o windows e foda-se o linux. Se segurança funciona no linux, então, foda-se o windows. É por isso que na minha casa eu tenho os dois SO. Um completa o outro. Diversão e desenvolvimento para XBOX360, windows, o resto, linux! E vai continuar assim até que os Stallmans teimam entrar em guerrinhas.
Tristan.Gostosão
QUOTE(Psycopata @ Jan 2 2008, 01:57 AM) *
Não. Eu não desisto. O que eu quero é um sistema multimídia em sua plenitudo. O que preencher esse pré-requisito, eu fico.

Quer outro exemplo. Voltei a desenvolver jogos. Adivinhe para que plataforma.
Uma dica, não é linux. Linux não têm o que o window tem. Eu nunca tive a insanidade de desenvolver jogos para linux.
Mexer com openGl no linux é bem legal, uma vez que roda bem mais rápido no linux, mas só tem isso.
Não, eu sabia que vc ia errar. Também não estou desenvolvendo para windows não. Ah ha, te peguei. Bom, o meu pré-requisito é: ótimas ferramentas para desenvolver para videogame. Irei usar o sistema que me atender.
Estou desenvolvendo, no windows, jogos para XBOX360! EHEHEHEHE O windows me preenche esse pré-reuisito.

Questão de multimídia. Até a imagem gerada pelos codecs no linux é um pouquinho inferior às geradas no windows. Nesse caso, o meu pré-requisito é: um sistema que me dê condições plenas para me divertir com multimídia. Qual é a resposta? Windows, claro.

Agora, eu quero entrar na minha conta bancária, eu quero navegar na internet, eu quero desenvolver para web, criar um servidor de banco de dados, eu quero escrever meus artigos para pós, enfim eu quero trabalhar. Nesse caso, o pré-requisito é: segurança, estabilidade e velocidade. Qual sistema vc acha que vou usar? O linux, claro.
Então, eu não desisto quando os outros vão contra o que eu penso. Eu simplesmente pego a melhor solução para o meu problema e a uso. Não tô nem ai se é proprietário ou livre, eu quero é que me atenda. Tipo, eu não desenvolvo o linux e nem o windows; eu não ganho dinheiro com a evolução do linux ou do windows; eu não sou afetado se uma empresa quer ou não quer abrir o código. Essa é uma batalha que eu acompanho, mas não participo. Eu pergunto ao "mercado": quem me atende nisso? E o mercado responde se é o linux ou o window. Daí eu uso aquele que me antede.

Essa é uma forma muito egoista de ver o mundo sad.gif. Eu não conseguiria viver assim. Eu quero fazer o que eu acho melhor para a sociedade, e esse tipo de comportamento seu eu acho bastante prejudicial. Você pega o que tem lá, mas sem pensar em retribuir, você quer ganhar o seu, só isso.

Você não concorda que software livre é melhor para sociedade? Eu acho que é, porque dá as pessoas a liberdade de modificar (ou pagar alguém para modificar) os programas que eles adiquiriram. Acho que não há nada mais justo. Seguindo aquela analogia classica com carros, eu gosto da liberdade de poder levar meu carro na oficina que eu bem entender, ao invés de ser obrigado a levá-lo sempre na concecionaria. É por aí a diferença entre software livre e software proprietário.

Eu sei que existem vários exemplos onde um software proprietário é mais conveniente que um livre, mas não é isso que está em jogo. O que está em jogo é a nossa liberdade como usuário e consumidores. É atrás dessa liberdade que eu caminho. O Stallman disse uma vez em uma entrevista que ele é a favor da liberdade das pessoas. Ele, como um programador, notou que a liberdade das pessoas estava sendo afetada pelos softwares proprietários e, por isso, criou o software livre e suas idéias. Software livre é uma tentativa de garatir essa liberdade, só essa. É claro que não existe só isso no mundo -- e aqui eu começo a sair um pouco do tópico mas acho que é por uma explicação melhor -- existem várias liberdades que são ameaçadas o tempo todo e que não tem nada a ver com software livre. O software livre não é um movimento comunista, de esquerda, ou qualquer dessas coisas, é um movimento com o objetivo de garantir nossas liberdades quando o assunto é software. Muitas vezes vejo as pessoas entendendo errado o conceito todo -- não que seja seu caso. A forma que eu tenho de apoiar o software livre é desenvolvendo software e usando software livre.

Você se acha flexivel por usar coisas que qualquer um faz, mas eu não acho que isso é flexibilidade, isso é falta de compromisso. É assim que eu me sentiria se eu simplesmente pegasse o que fosse melhor para mim sem me preocupar com o contexto, com as pessoas que estou afetando tomando aquela decisão, etc. Eu acho que agir da forma que eu ajo é o melhor caminho para uma sociedade melhor, por isso eu faço isso. Eu acho que a sua atitude é um pouco a atitude de um free-rider, você não acha não?

QUOTE
Isso não é desistir! Isso é ser flexivel. Um cabeça-dura do mundo linux comparia uma placa inferior pq a melhor dão dá suporte ao linux, um cabeça-dura do windows usaria um servidor pior só pq ele não é microsoft. Eu não. Se multimídia funciona no windows, eu vou para o windows e foda-se o linux. Se segurança funciona no linux, então, foda-se o windows. É por isso que na minha casa eu tenho os dois SO. Um completa o outro. Diversão e desenvolvimento para XBOX360, windows, o resto, linux! E vai continuar assim até que os Stallmans teimam entrar em guerrinhas.

Como já disse, não é questão de ser cabeça dura cara, é só mesmo uma questão de opinião. Ao comprar uma placa que só funciona no windows você está apoiando uma idéia que você -- no caso, você se refere a pessoa que gosta de software livre -- não concorda, por que você faria algo assim? Eu acho que a nossa discordia é uma questão de atribuir valor. Eu valorizo muito mais mantermos a nossa liberdade do que ser capaz de rodar o último jogo que saiu, não é sacrificio nenhum para mim não usar windows, pelo contrário. Eu me sinto satisfeito por poder fazer tudo que eu preciso fazer no computador usando apenas software livre. O meu objetivo não é jogar o maior número de jogos ou assistir o maior número de videos no youtube, o meu objetivo é tentar melhorar a vida em sociedade e estudar sobre computação, matemática e o ambiente em que vivo. Você pode ver como o software livre se encaixa muito bem nos meus objetivos. Eu tenho esperança que algum dia a maior parte das pessoas vai pensar mais como eu penso, mas acho que todo mundo tem essa esperança também, senão não discutiriamos. Eu fico feliz de existir um grande número de pessoas que compartilham de grande parte das minhas ideias, e fico feliz de poder contribuir para aumentar o número dessas pessoas, acho que é assim, de pouco em pouco, que as coisas vão mudando mesmo.

É claro, durante toda a história da sociedade tem sempre aqueles free-riders que não querem saber de nada, querem só se benificiar. Acha que é um sacrificio danado tentar fazer alguma coisa e prefere tentar viver uma vida o mais luxuosa possível, fazendo o mínimo. Para mim, e muitos outros, não é sacrificio algum fazer software livre, não é sacrificio algum deixar de ganhar alguma riqueza imediata para o bem da sociedade a longo prazo, não é sacrificio nenhum viver como gostariamos que todos os outros vivessem. O sacrificio seria se tivessemos que agir de forma diferente da forma que nós pensamos. Ninguém do software livre é martir ou coitadinho, é só um monte de gente que quer ver um fator (nem tão grande assim em vista a verdadeiras atrocidades que acontecem no mundo) modificado. A única coisa que a gente quer é que os desenvolvedores façam software livre, não é nada de extraordinário, é simples, e fazemos o que está em nosso poder para que isso aconteça.
Psycopata
Não é questão de egoísmo, é que eu não sou desenvolvedor mesmo. Então eu não preciso me preocupar com isso.

Tipo, eu não sou desenvolvedor do linux! Desenvolvo software corporativos. Mas não o linux, por isso eu não preocupo com isso.

Tipo, outro dia eu desenhei uma ferramenta de configuração do linux para gnome. Algo tipo o webmin da conectiva (o da conectiva tinha uma interface muito legal, e não a merda da interface do original). Só que ao contrário das ferramentas atuais, nessa, os scripts gerados não teriam lixo. Só o essencial. E funcionaria gerando scripts da mesma forma que um humano geraria: limpo e direto.

Nela vc faria:
- configuração de interface
: Vc configrua até o tema de cada usuário, configura o que vai aparecer nos menus, a order das coisas, os ícones do desktop, tudo.
: Rede: configuração do samba em forma de wizard, sendo que primeiramente, o programinha já puxaria os dados da rede e te mostrava uma previa, no estilo de arvore.
: configuração do X: confiugração gráfica, com opções em check box
: configuração de gerenciadores de janela: vc escolhe o gerenciador e o programa gera e altarea os scripts necessários
: gerenciador de permissões: tanto no modo tradicional do linux quanto o uso de ACLs
: Gerenciamento de volumes
: Gerenciamento de disco.
: Gerenciamento de estações

Sabe, e por ai vai. seria um software livre, aberto à comunidade, e de preferencia, depois que atingisse a maturidade, viesse junto com o gnome.

Vai demorar um pouco para que eu possa colocar em prática. Eu sei que existe vários configuradores, mas nem um me deixa satisfeito e acabo fazendo tudo na mão mesmo;

Eu tive essa ideia ou idealizar um desktop para empresas. Eu teria que instalar o linux e rodar um script que configurasse todo o sistema. Principalmente a interface, que vc sabe, usuário não-administradores_de_sitema não pode ter muitos acesso e as coisas deve estar o mais intuitivo possível. Dai, se configura a interface, vamos configurar o resto de sistema.

Mas por enquanto, eu não sou desenvolvedor, sou usuário do sistema, então, eu tenho que me preocupar se o sistema me atende, e não nas ideologias do sistema
Tristan.Gostosão
QUOTE(Psycopata @ Jan 2 2008, 12:19 PM) *
Não é questão de egoísmo, é que eu não sou desenvolvedor mesmo. Então eu não preciso me preocupar com isso.

Tipo, eu não sou desenvolvedor do linux! Desenvolvo software corporativos. Mas não o linux, por isso eu não preocupo com isso.

É claro que desenvolver software livre é uma ajuda bem grande para a propagação de software livre, mas ser usuário do software livre também é uma ajuda muito boa. Se você acredita mesmo que software livre é o ideal para a sociedade (e você como ciêntista da computação tem a obrigação de pelo menos entender o que é software livre) não vejo porque não usar software livre.

Software corporativo é o tipo de software que menos tem desculpa para não ser livre. O que acontece é que a empresa desenvolve o software especialmente para um cliente, não é isso? Eu considero uma falta de respeito com o cliente vender o software para ele sem entregar o código fonte. Mesmo que a empresa que ele contratou para fazer o programa acabe ele continua podendo adaptar o programa de acordo com suas futuras necessidades, sem ter que gastar o tempo e dinheiro de se refazer todo o software. A idéia do software livre é que você realmente compra o software, não o direito de usá-lo. Por incrivel que pareça isso até movimenta mais o mercado, mais empresas vão ser capazer de dar assistência ao mesmo programa, mesmo que não tenha sido elas as criadoras, o que aumenta a concorrência, aumenta a oportunidade de emprego e melhora a qualidade do software -- fazer bons programas é essencial para que ele seja reutilizado depois e a empresa que contrata pode cobrar isso.

Enfim, para uma empresa de software já consolidada no mercado isso pode parecer ruim a principio. Apesar de que para as pessoas que contratam e para outros empreendedores que ainda estão lutando para montar um negócio software corporativo livre é ótimo. Mesmo uma empresa consolidada no mercado pode se beneficiar do software livre, porque eles vendem um produto grande -- o software original -- e depois existem várias empresas pequenas que vão fuçando no código e dando suporte no produto, sem que a empresa original tenha que gastar nada com isso. Assim, a empresa grande original pode vender o software até para companhias menores, que não conseguiriam pagar o suporte do software e as empresas que conseguem pagar o suporte da empresa grande vão (provavelmente) preferir a criadora do software para dar suporte. No fim, o ganho gerado pelo software livre é muito grande. O que impede as empresas de modificarem o modelo é o comodismo, e é comodo pela falta de pressão não só dos desenvolvedores, mas também dos usuários. Portanto, usuários informados sobre o assunto (e que veem as coisas como eu vejo) deveriam sempre se prontificar a usar software livre, para o bem deles mesmos, como usuários.

Vou aproveitar para tentar atacar outro mito que parece rondar a cabeça do pessoal. Na verdade é mais daquele mesmo: software livre não é software de graça. Hoje em dia, quando se trata de software livre, o que mais se vê é nego fazendo alguma coisa e publicando no source forge. Mas isso não é obrigação de quem faz software livre. Você pode fazer seu software livre e distribuir apenas para um seleto grupo de pessoas, que pagam caro por ele. É claro que aqueles que compraram o software podem fazer quase o que quiserem com ele (dependendo da licença), mas você não é obrigado a dar seu software a ninguém que não tenha pago por ele. Se você usa GPL você ainda garante que a empresa que comprou seu programa vai ter que manter o código livre se quiser redistribuir. Uma situação possível seria quando você vende seu programa para uma empresa, essa empresa pega seu programa e o melhora, depois ela resolve revender. Só que você compra ele denovo e pega as melhorias que eles fizeram e bota mais coisa ali, pra ficar ainda melhor. Dessa forma as empresas acabam criando uma parceria natural. Acho que isso é bem melhor do que se ter uma só empresa que cria um tipo de software e tem monopólio do mercado. Ao invés disso, todas empresas crescem juntas.

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Tipo, outro dia eu desenhei uma ferramenta de configuração do linux para gnome. Algo tipo o webmin da conectiva (o da conectiva tinha uma interface muito legal, e não a merda da interface do original). Só que ao contrário das ferramentas atuais, nessa, os scripts gerados não teriam lixo. Só o essencial. E funcionaria gerando scripts da mesma forma que um humano geraria: limpo e direto.

Nela vc faria:
- configuração de interface
: Vc configrua até o tema de cada usuário, configura o que vai aparecer nos menus, a order das coisas, os ícones do desktop, tudo.
: Rede: configuração do samba em forma de wizard, sendo que primeiramente, o programinha já puxaria os dados da rede e te mostrava uma previa, no estilo de arvore.
: configuração do X: confiugração gráfica, com opções em check box
: configuração de gerenciadores de janela: vc escolhe o gerenciador e o programa gera e altarea os scripts necessários
: gerenciador de permissões: tanto no modo tradicional do linux quanto o uso de ACLs
: Gerenciamento de volumes
: Gerenciamento de disco.
: Gerenciamento de estações

Sabe, e por ai vai. seria um software livre, aberto à comunidade, e de preferencia, depois que atingisse a maturidade, viesse junto com o gnome.

Vai demorar um pouco para que eu possa colocar em prática. Eu sei que existe vários configuradores, mas nem um me deixa satisfeito e acabo fazendo tudo na mão mesmo;

Eu tive essa ideia ou idealizar um desktop para empresas. Eu teria que instalar o linux e rodar um script que configurasse todo o sistema. Principalmente a interface, que vc sabe, usuário não-administradores_de_sitema não pode ter muitos acesso e as coisas deve estar o mais intuitivo possível. Dai, se configura a interface, vamos configurar o resto de sistema.

Ótimo. Manda ver!

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Mas por enquanto, eu não sou desenvolvedor, sou usuário do sistema, então, eu tenho que me preocupar se o sistema me atende, e não nas ideologias do sistema

Como usuário, você deseja software livre pelos benefícios a longo prazo, como ser humano você deseja o software livre pelo bem social.
Conqueror
QUOTE(Psycopata @ Jan 2 2008, 1119 AM) *
Não é questão de egoísmo, é que eu não sou desenvolvedor mesmo. Então eu não preciso me preocupar com isso.

Antes eu não entendia o porquê de falarem que tal atitude é egoísmo, mas depois pensei bem sobre o assunto e acabei concordando que realmente é uma atitude egoísta. As pessoas costumam pensar apenas no seu próprio benefício, mas se todas se movessem em prol de um ideal, os objetivos seriam alcançados, beneficiando todo mundo. É como alguns manés que jogam lixo na rua falando mas já está bem suja mesmo. Se todo mundo parar de jogar lixo na rua, teríamos ruas bem limpas. É questão de todo mundo se mover por um ideal. Mas nossa sociedade é bem egoísta, tanto que existe a famigerada lei de Gérson.

QUOTE(Psycopata @ Jan 2 2008, 1119 AM) *
Mas por enquanto, eu não sou desenvolvedor, sou usuário do sistema, então, eu tenho que me preocupar se o sistema me atende, e não nas ideologias do sistema

A ideologia não é do sistema em si, mas da licença que ele adotou. Se fosse assim, o Windows e o MacOS também têm sua ideologia, mas baseada nas idéias do software proprietário. Quer reclamar de ideologia ou filosofia, reclame do GPL ou da FSF, não do sistema.

QUOTE(Tristan.Gostosão @ Jan 3 2008, 0108 AM) *
É claro que desenvolver software livre é uma ajuda bem grande para a propagação de software livre, mas ser usuário do software livre também é uma ajuda muito boa. Se você acredita mesmo que software livre é o ideal para a sociedade (e você como ciêntista da computação tem a obrigação de pelo menos entender o que é software livre) não vejo porque não usar software livre.

Usar software livre é o primeiro passo para a propagação dele. Muita gente começou a conhecer e se interessar pelo assunto com a popularização do Firefox, mesmo que rodando em uma plataforma proprietária. Aos poucos, vários softwares livres irão se popularizar, mas depende mais da própria qualidade dele do que do fato de serem livres. O Firefox aproveitou uma brecha dada pelo IE, mostrou mais qualidade, cresceu e se popularizou. Que outros sigam seu caminho.

QUOTE(Tristan.Gostosão @ Jan 3 2008, 0108 AM) *
Software corporativo é o tipo de software que menos tem desculpa para não ser livre. O que acontece é que a empresa desenvolve o software especialmente para um cliente, não é isso Eu considero uma falta de respeito com o cliente vender o software para ele sem entregar o código fonte. Mesmo que a empresa que ele contratou para fazer o programa acabe ele continua podendo adaptar o programa de acordo com suas futuras necessidades, sem ter que gastar o tempo e dinheiro de se refazer todo o software. A idéia do software livre é que você realmente compra o software, não o direito de usá-lo.

Penso da mesma forma. Se o cliente está pagando para fazer um programa específico para ele, não há porque não enviar o código-fonte junto. Vai que aconteça do desenvolvedor ir à falência e o cliente só fica sabendo bem depois, quando precisa fazer modificações e não há mais jeito de recuperar o código-fonte. Nos meus tempos em que eu programava CLPs, a firma sempre enviava um relatório contendo o projeto da máquina em si, com todas as indicações de entradas e saídas, além da relação delas com as variáveis do programa. E logicamente o programa ia com todos os comentários inclusos, para que qualquer um possa entender facilmente a lógica utilizada. Linguagem Ladder é facílima de aprender, só que é preciso conhecimentos de eletrônica e, principalmente, de muita lógica, pois sem ela neguinho não consegue nem acender uma luz no painel.

QUOTE(Tristan.Gostosão @ Jan 3 2008, 0108 AM) *
Vou aproveitar para tentar atacar outro mito que parece rondar a cabeça do pessoal. Na verdade é mais daquele mesmo software livre não é software de graça.

Hoje em dia, o que mais se vê por aí é freeware com código fechado, onde você não sabe o que o programa realmente faz. E dá-lhe spywares, cavalos-de-tróia e outros malwares. Neguinho começa a receber spams e não sabe de onde conseguiram os e-mails.

Com o código disponibilizado para quem quiser ver, quem pode entende o código pode verificar se não há nenhuma sacanagem incluída nele. Não é preciso ser desenvolvedor para usar softwares-livres, mesmo os usuários comuns podem e até devem utilizá-los, incentivando outras pessoas a seguir a idéia. Assim, a tendência será eliminar os softwares fechados gratuitos, mesmo que não venham com códigos maliciosos.

O maior problema realmente acaba sendo com os drivers. As empresas relutam em fornecer o código de seus drivers, por medo de que a concorrência possa descobrir recursos do hardware através do código. Mas isso se resolveria usando uma coisa comum chamada de patente patenteia o tal recurso especial e quem quiser usá-lo que pague os royalties. Mas a indústria prefere usar as patentes, mas não liberar as especificações e nem o código. De certa forma, isso acaba até sendo prejudicial ao progresso. Será que os aviões teriam se desenvolvido tão rapidamente em poucos anos se o Santos Dumont não tivesse liberado os projetos para quem quisesse melhorá-lo Isso poderia acontecer com a indústria do hardware novidades se espalhariam rapidamente e também receberiam implementações rapidamente.
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